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Galpão destelhado por temporal ou granizo: o que fazer depois

Conceito Sul 7 min de leitura
Galpão destelhado por temporal ou granizo: o que fazer depois

A MetSul prevê para 04 e 05/11/2026 a fase mais forte de uma semana de alto risco no Sul, com granizo, vendaval e chuva de 100 a 200 mm em parte da região. Diante de um galpão destelhado, a ordem é uma só: primeiro as pessoas, depois o que está embaixo da cobertura e só então o telhado.

O que está previsto para esta semana

Segundo a MetSul Meteorologia, as condições se deterioram a partir de quarta-feira, 04/11, com um centro de baixa pressão que migra do nordeste da Argentina para o Rio Grande do Sul. Na quinta, 05/11, a instabilidade mais forte avança para Santa Catarina e o Paraná. Entre o noroeste e o norte gaúcho, Santa Catarina e o Paraná, os totais da semana podem ficar entre 100 e 200 mm, com risco de granizo e vendaval nos três estados.

Antes disso, o INMET emitiu alerta laranja para o Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul em 02/11, com previsão de até 100 mm em 24 horas e ventos de 60 a 100 km/h, segundo a Globo Rural. A previsão do INMET para novembro já apontava chuva acima da média em todo o Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Este guia serve para os dois momentos. Se o dano já aconteceu, siga a ordem abaixo. Se o temporal ainda não chegou ao seu galpão, vá direto à seção sobre o que fazer antes.

Primeiro, segurança: ninguém sobe no telhado durante a tempestade

Telhado danificado tem conserto. Acidente em altura, não.

Enquanto houver chuva, vento ou cobertura molhada, ninguém sobe. Uma telha metálica dobrada pelo vento pode estar presa por poucas fixações e se soltar na próxima rajada. Telhas quebradas ou deslocadas deixam a superfície instável, e a NR 18 (item 18.7.8.2) proíbe trabalho em telhados sobre superfícies instáveis, sem resistência estrutural ou escorregadias, e sob chuva, ventos fortes ou condições climáticas adversas.

No chão, isole a área sob os trechos danificados e o perímetro externo onde caíram telhas. Onde a água entrou perto de quadros elétricos, luminárias ou tomadas, a equipe de manutenção elétrica avalia o local antes de qualquer pessoa voltar a circular ali.

Quando o tempo firmar, o acesso à cobertura acima de 2 m com risco de queda é trabalho em altura e segue a NR 35: trabalhadores capacitados e autorizados, análise de risco, permissão de trabalho quando aplicável e sistema de proteção contra quedas, como a linha de vida. Nas obras da Conceito Sul, as linhas de vida provisórias têm ART específica e há supervisor de segurança em tempo integral.

Proteja o que está embaixo da cobertura

Com as pessoas seguras, a prioridade no galpão destelhado passa a ser o que a água ainda pode estragar. A goteira de hoje vira estoque perdido e máquina parada amanhã, como mostramos ao calcular o custo de linha parada por infiltração.

Estoque: tire do caminho da água o que puder ser movido com segurança e cubra o restante com lona. Ninguém sobe em porta-paletes molhados para isso.
Máquinas e painéis: desligue e proteja os equipamentos sob as áreas atingidas, seguindo o procedimento da sua manutenção.
Circulação: sinalize o piso molhado e desvie o fluxo de empilhadeiras e pedestres das áreas sob a cobertura aberta.
Grão, ração e insumos: em barracões e armazéns do agro, retire da área molhada ou cubra o que estiver exposto. Em Alegrete (RS), em 8 de outubro, um temporal destruiu um galpão de metal e levou insumos como fertilizantes, segundo a GZH.
Lista do que foi afetado: anote cada item danificado com local e quantidade enquanto a situação ainda está fresca.

Registre tudo antes de mexer

Antes de remover telhas, secar o piso ou descartar material, documente. Faça fotos e vídeos com data e hora, de dentro e de fora, mostrando a cobertura, as telhas caídas, as áreas molhadas e os itens danificados. Marque cada ponto na planta do galpão.

Esse registro serve a duas decisões. A primeira é o seguro: consulte a sua apólice e avise a seguradora, que vai dizer o que precisa ser apresentado e em que prazo. A segunda é técnica. Quem for avaliar a cobertura precisa saber onde a água entrou, e as fotos do dia mostram o que a limpeza apaga.

Mantenha também a comunicação interna por escrito: quem foi avisado, que áreas foram isoladas e o que foi desligado.

Vedação emergencial ou reparo definitivo

O que a vedação emergencial resolve, e o que não resolve

Lona bem amarrada, telha recolocada com fixação provisória, rufo preso de novo: a vedação emergencial reduz a entrada de água nos primeiros dias. Ela só deve ser feita com tempo firme e por equipe habilitada para trabalho em altura.

O que ela não faz é resolver a cobertura. Lona exposta ao vento pode se soltar, rasgar ou acumular água, e uma fixação provisória não foi pensada para aguentar a próxima frente. Trate a vedação como ponte até a decisão definitiva.

Quando recuperar e quando refazer a cobertura

Passada a emergência, a pergunta é se a cobertura pode ser recuperada ou precisa ser refeita em parte. Telhas amassadas por granizo, fixações arrancadas e transpasses abertos pelo vento entram em uma conta diferente da de terças deformadas ou estrutura comprometida. Para decidir se vale recuperar ou refazer a cobertura, a comparação precisa trazer custo, escopo e vida útil estimada de cada opção.

Retrofit sobre a cobertura existente

Quando a avaliação confirma que o retrofit é viável, a manta asfáltica aluminizada é aplicada sobre a cobertura existente, sem troca de telhado e sem parar a operação. A garantia de 10 anos em contrato da Conceito Sul vale quando a impermeabilização é executada de forma completa na cobertura, conforme escopo contratado e Manual de Boas Práticas.

Qual dos caminhos serve ao seu galpão é uma resposta do diagnóstico de infiltração, e não da pressa da semana do temporal.

Se o temporal ainda não chegou ao seu galpão

Se a sua unidade fica no Sul ou no sul do Mato Grosso do Sul e a frente ainda não passou, há o que fazer com tempo seco e equipe habilitada:

Calhas e descidas: desobstrua para que a chuva volumosa tenha por onde sair.
Telhas, rufos e cumeeiras: refixe o que estiver solto antes que o vento arranque.
Sobras sobre a cobertura: retire chapas, ferramentas e restos de obra, que viram projétil com vendaval.
Embaixo dos pontos fracos: afaste estoque e equipamentos sensíveis dos trechos com histórico de goteira.

O roteiro completo de inspeção preventiva está no nosso guia de manutenção de telhado industrial antes das chuvas.

Perguntas frequentes sobre galpão destelhado

Posso subir no telhado para ver o estrago?

Não durante chuva ou vento, nem com a cobertura molhada. Depois, só trabalhadores capacitados e autorizados conforme a NR 35, com sistema de proteção contra quedas. Para o primeiro registro, fotografe a partir do chão.

Lona resolve?

Reduz a entrada de água enquanto o reparo não acontece. Não substitui a recuperação da cobertura e precisa ser conferida depois de cada chuva forte.

Posso começar o conserto antes de falar com a seguradora?

Consulte a apólice e avise a seguradora antes de remover telhas ou descartar material. É ela que diz o que precisa ser apresentado. Enquanto isso, proteja o que está embaixo e registre tudo com fotos e vídeos.

Depois da emergência, a decisão sobre a cobertura do galpão destelhado precisa de diagnóstico. A equipe da Conceito Sul inspeciona com segurança, mostra a extensão do dano e por onde a água está entrando e entrega uma proposta com escopo, prazo e garantia por escrito. Agende a avaliação técnica da sua cobertura.

Fale com a Conceito Sul

Quer saber quanto a sua cobertura está custando?

Solicite a avaliação técnica. Inspecionamos a cobertura, apontamos os pontos de entrada de água e apresentamos uma proposta com escopo, prazo e garantia por escrito.

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